quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SOFTWARE EDUCACIONAL

Aluno : Alberto Luiz do Rosário Alcantara

Software educacional
Quando nos referimos ao uso do computador em Educação, a idéia de que as novas tecnologias vêm substituir o professor já não possui a força de outrora e, mesmo onde tal mito se faz ainda presente, justifica-se pela falta de informação e de esclarecimento sobre o assunto.Hoje, toda e qualquer tecnologia que possui potencialidades e características de comunicação e manipulação de informações, parece adequar-se perfeitamente as atividades ligadas à Educação, na medida em que o ato de ensinar/aprender consiste, sobretudo, em uma relação de comunicação por excelência.
Marisa Lucena, ao analisar fatores determinantes da utilização do computador como ferramenta educacional, em Diretrizes para a Capacitação do Professor na Área de Tecnologia Educacional, conclui que o processo de informatização da sociedade brasileira é irreversível e que se a escola também não se informatizar, correrá o risco de não ser mais compreendida pelas novas gerações.
A utilização do computador em Educação só faz sentido na medida em que os professores o conceberem como uma ferramenta de auxílio as suas atividades didáticopedagógicas, como instrumento de planejamento e realização de projetos interdisciplinares, como elemento que motiva e ao mesmo tempo desafia o surgimento de novas práticas pedagógicas, tornando o processo ensino-aprendizagem uma atividade
inovadora, dinâmica, participativa e interativa.


Produção de software educacional
Dentre as várias formas de se desenvolver ambientes computacionais quefavoreçam o processo ensino-aprendizagem, destacamos o software educacional, que segundo Lucena (1992) é todo aquele programa que possa ser usado para algum objetivo educacional, pedagogicamente defensável, por professores e alunos, qualquer que seja a natureza ou finalidade para o qual tenha sido criado.
Entretanto, continua Lucena, para que um software seja utilizado com finalidade educacional ou em atividades curriculares, é necessário que sua qualidade de interface e pertinência pedagógica sejam previamente avaliadas de modo a atender às áreas de aplicação a que se destina e, principalmente, satisfazer as necessidades dos usuários.
Talvez as afirmações de Lucena pudessem hoje ecoar de forma mais eloqüente
na medida em que os professores passassem de meros utilizadores de softwares educacionais, ou simples avaliadores, para idealizadores e produtores destes produtos, "desenvolvendo-os" de maneira a atender às necessidades e realidades específicas de seus alunos. Afinal, quem melhor do que o professor, com sua vivência diária com os alunos, conhecedor de suas realidades e anseios, poderia desenvolver um produto eficiente e pedagogicamente correto? Em outras ocasiões, provavelmente, esta idéia soasse como um projeto insano e inconseqüente.
Afinal, afirmam técnicos, e uma grande maioria de professores, que construir software educacional é uma tarefa árdua, penosa e economicamente inviável para profissionais que não são da área da informática. Na verdade, com os avanços da tecnologia de software, a proliferação de linguagens de programação orientada aoobjeto, as linguagens de autoria de tipo "arrastar e soltar", ferramentas WYSIWYG, engana-se quem pensa que o professor não pode ser agente ativo na construção de softwares educacionais.
Esta idéia não é o único entrave associado à produção "caseira" de softwares
educacionais. Outras pressuposições são feitas como, por exemplo:
Altos investimentos em hardware;
Altos custos com a formação de profissionais;
Necessidade de muito tempo para a produção;
Softwares de autoria muito caros;
Linguagens de programação de difícil manipulação para professores.
Esta é a hora de esclarecer estas conclusões prematuras. Não há necessidade de se construir uma estrutura com grandes recursos tecnológicos e laboratórios de última geração, tampouco é preciso formar profissionais de alta competência tecnológica e titulação para a construção de software. Outra idéia que deve ser esquecida é a de que para cada hora de aula são necessárias 1000 horas de programação ou que os softwares de autoria e as linguagens de programação são as únicas ferramentas capazes de realizar
tarefas de construção de um software educacional.
É preciso que se desenvolvam mecanismos que torne a produção de softwares
nas escolas uma atividade economicamente possível, adequada à formação profissional
dos professores e coerente com a infra-estrutura tecnológica da escola e, principalmente
passível de realização em tempo hábil.


1 Professor, MSc., Universidade de Passo Fundo, teixeira@upf.br,
https://vitoria.upf.tche.br/~teixeira
2 Professor, Dr., Universidade de Passo Fundo, brandao@upf.br,
https://vitoria.upf.tche.br/~brandao

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