quarta-feira, 29 de setembro de 2010

linux x mac qual o melhor pra substituir o windows‏

Fernando Santos Silva
Linux x Mac x Windows
A transição entre o Windows Vista e o XP está dando uma oportunidade aos concorrentes da Microsoft de mostrarem seus produtos e, quem sabe, arrebanharem alguns usuários. O Vista ainda é um tanto impraticável para muitos usuários, devido a exigência de hardware e compatibilidade. O que pode ser melhor que Windows? Um sistema fácil, bonito e estável, porém caro, ou um sistema livre, com uma grande comunidade, mas não tão amigável assim, apesar de ter melhorado muito com o passar dos anos?
Mitch Wagner e Serdar Yegulalp resolveram responder estas e outras questões em um grande artigo na Information Week, comparando, a distro mais popular de todos os tempos com o sistema de frutinha do titio Jobs. Yegulalp testou o Ubuntu Linux, enquanto Wagner ficou com o Mac OS X.
O primeiro aspecto dos dois sistemas que foi comparado é a
instalação e a migração. Se antes o Linux era complicado para ser instalado, agora muita coisa mudou, e para melhor, mas isso não significa que problemas não possam ocorrer. O autor também fala a respeito de máquinas com Linux pré-instalado, dual-boot e WINE. Já no Mac, é tirar da caixa, ligar na tomada e usar, gastando um tempo muito curto com personalizações e configurações. Além disso, a Apple possui vasta documentação para quem está migrado do Windows, além de ferramentas que automatizam esse trabalho.
Logo depois, os autores comparam suporte a hardware e gerenciamento de energia. É aquela história que todos já sabemos: na plataforma da Apple, você pode ter qualquer tipo de computador, desde um mais fraquinho como o MacMini, até o poderoso MacPro, desde que seja da Apple; no Ubuntu, a maioria dos hardwares funciona bem, mas nem todos possuem suporte no sistema do pinguim.
Na comparação de como se comportam cada um dos sistemas quando se trata de redes e conexões, o Ubuntu precisou de algumas configurações manuais, nada muito trabalhoso. Dois pontos que o autor destaca é a incompatibilidade com páginas IE-only, e a ausência de firewall no sistema, por ser desnecessário, já que há um firewall embutido no kernel Linux. No Mac, conecta os cabos ou ativa a WiFi, ajusta algumas configurações e voilà!, tudo pronto – e eu confirmo. Destaque para o serviço .Mac da Apple, e o suporte ao protocolo VNC, para login remoto, compatível com as três plataformas principais, e que funciona sem problemas.
Em se tratando de produtividade, os dois autores comparam suítes de escritório, IMs, gerenciadores de email, etc. No Ubuntu, o OpenOffice, Thunderbird, entre outros, substituem bem seus equivalentes no mundo Windows, apesar de ainda não serem tão equivalentes assim, como no caso do GIMP, que o autor diz não ser adequado ao uso profissional, pois falta suporte a CMYK, cores Pantone, esseciais para quem trabalha com artes gráficas. No Mac, Wagner teve problemas ao sincronizar seu Palm Treo, mas parecia um fanboy ao falar dos produtos disponíveis e da interface do sistema; fazer o quê, se é tudo verdade?
Na parte de entretenimento, tanto o Mac quanto o Linux ficam meio… como dizer? Desconfortáveis. Qualquer usuário de alguma dessas duas plataformas sabe que não é o forte delas, apesar de haver WINE e Parallels. Entretanto, é possível fazer um dual-boot e usar o Windows para jogar. Quando se trata de música e vídeo, a coisa muda de figura. Apesar de não vir com codecs por padrão, é possível instalar praticamente todos no Linux; já o Mac é um centro de entretenimento completo, com FrontRow, Garage Band, iPhoto, etc. Yegulalp, que ficou encarregado de testar o Linux, disse que não pôde testar como um iPod se comporta no Linux, mas eu posso dizer que, apesar dos aplicativos para gerenciamento do dispositivo não serem lá essas coisas – o gtkpod, que é o que eu uso com meu Shuffle, por exemplo, é muito lento -, eles cumprem seu papel.
A respeito de segurança, não há muito o que se dizer: os dois sistemas são Unixes, praticamente invulneráveis a malwares, mas logicamente cuidados se fazem necessários, como em qualquer sistema operacional, mesmo aquele em que se precisa entupir o computador de anti-tudo para ficar seguro.
A Microsoft vem fazendo vários acordos para tentar melhorar a interoperabilidade entre os sistemas, mas por enquanto, nos viramos como podemos para fazer estes três sistemas conversarem. E foi isso que os autores compararam nesta parte, mais especificamente virtualizações, sistemas de arquivos e rede. O Mac conversa bem com o sistema do tio Bill (e até roda ele, graças ao BootCamp), mas o Linux ainda sofre um pouquinho.
O último tópico foi denominado de “estabilidade, backup e recuperação pós-disastre” – ou algo assim. No Linux, existem pencas de opções para recuperar dados e fazer backups, gratuítas, uteis e eficientes. No Mac, boa parte das soluções são pagas, mas nada realmente custoso, a não ser que você decida fazer backups em um disco virtual do .Mac: aí, vai custar quase 100 doletas por ano, com até 4GB de capacidade. O autor que testou o Mac também comenta brevemente sobre o Time Machine, recurso que estará presente no novo felino da Apple, que virá em Outubro, coincidentemente junto com o novo Ubuntu de nome engraçado.
Concluindo, Serdar Yegulalp diz que o Linux te dá uma série de liberdades, como decidir cada aspecto de seu sistema, mas com um custo: conhecimento técnico. E arremata dizendo que se você quer algo transparente, o Linux é uma boa opção. Já Mitch Wagner diz que se a moral open source é um fator decisivo, escolher a Apple pode ser um pacto com o demo, pois tudo provém do Grande Irmão de Cupertino, desde o OS até o mouse. Em compensação, tudo funciona perfeitamente e usuários de Mac em geral são felizes com seus computadores e sistemas.
Minha conclusão: Cada sistema tem suas características e particularidades. Enquanto um é bom em uma coisa, outro é bom é outra, e assim como as pessoas possuem talentos diferentes, OSs também. Mas não adianta fazer como muitos fanboys por aí, que preferem esconder problemas óbvios de seus sistemas preferidos, como se varrer a sujeira para baixo do tapete fosse resolver a situação.

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