sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Softwares Educacionais


Existe uma gama muito grande de Softwares Educacionais para cada área especifica (Português, Matemática, Ciências, Geografia, História, Inglês, etc), mas com algumas dificuldades em conceituar, classificar e estabelecer suas características ou, em qual dos tipos de softwares educacionais eles se encaixariam, o que facilitaria a seleção, utilização e avaliação dos mesmos.


A tomada de decisão sobre o Software Educacional não deve ser determinada por razões políticas ou econômicas, pois isto exige uma atitude de certo modo navegável, como a do comandante de uma embarcação em alto mar: é necessário localizar a si próprio e encontrar um caminho enquanto navega. A presença da nova tecnologia fora do sistema educacional não justifica a introdução prematura do produto na escola, antes do desenvolvimento de conceitos e estratégias didáticas adequadas, sendo necessária a competência do professor para estabelecer as possibilidades e restrições do novo meio, especialmente do uso de determinado software.


Pode-se se citar dois critérios básicos para a seleção do software:


a) deve possuir uma concepção sócio-psico-pedagógica clara e bem fundamentada;

b) que seja tecnicamente bem elaborado.


Afirma Valente (1999) que o enfoque da informática educativa não é o computador como objeto de estudo, mas como meio para adquirir conhecimentos. O ensino pelo computador implica que o aluno, através da máquina, possa adquirir conceitos sobre praticamente qualquer domínio.


Atender os objetivos educacionais previamente estabelecidos e, visando à sua efetividade pedagógica, é necessário que seu desenvolvimento conte com especialistas tanto das áreas de Educação quanto de Informática. Também como qualquer software, "os educacionais" possuem pontos fortes e limitações. É importante reconhecer quando um software é adequado para os objetivos curriculares pretendidos, podendo integrar-se, dessa forma ao contexto educacional.


Afirma TAJRA(2001) que o professor precisa conhecer os recursos disponíveis dos programas escolhidos para suas atividades de ensino, somente assim ele estará apto a realizar uma aula dinâmica, criativa e segura. Ir para um ambiente de informática sem ter o programa a ser utilizado é o mesmo que ir dar uma aula sem planejamento e sem idéia do que fazer.


Texeira e Brandão (2003) afirmam que a utilização do Computador na Educação só faz sentido na medida em que os professores o concebem como uma ferramenta de auxilio as suas atividades didático-pedagógicos, como instrumento de planejamento e realização de projetos interdisciplinares, como elemento que motiva e ao mesmo tempo desafia o surgimento de novas práticas pedagógicas, tornando o processo ensino-aprendizagem uma atividade inovadora, dinâmica, participativa e interativa.


Entretanto, quando nos referimos ao uso do Computador na Educação, a idéia que se transparece é que com a entrada dos computadores na educação, provoca insegurança em alguns professores menos informados que receiam e refutam o uso do computador na sala de aula, pois pensam que serão substituídos pela máquina.


Classificação e Características


O computador quanto ao seu uso pelo aluno pode ser classificado em duas modalidades: máquina de ensinar e ferramenta. Na primeira o aluno aprende o que o computador tem a lhe transmitir através de programas tutoriais, de programas de exercícios e prática, jogos educacionais, simulações e realidade virtual que é uma extensão da simulação sendo tridimensional e na segunda, o aluno constrói, instrui, modifica, inova, cria utilizando a máquina, nesta modalidade o educando utiliza aplicativo, resolução de problemas para elaboração de projetos usando uma Linguagem como por exemplo o LOGO, programas de controle de processo, programas de comunicação, etc.




Márcia Gomes Dos Santos

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