Existe uma gama muito grande de Softwares Educacionais para cada área especifica (Português, Matemática, Ciências, Geografia, História, Inglês, etc), mas com algumas dificuldades em conceituar, classificar e estabelecer suas características ou, em qual dos tipos de softwares educacionais eles se encaixariam, o que facilitaria a seleção, utilização e avaliação dos mesmos.
A tomada de decisão sobre o Software Educacional não deve ser determinada por razões políticas ou econômicas, pois isto exige uma atitude de certo modo navegável, como a do comandante de uma embarcação em alto mar: é necessário localizar a si próprio e encontrar um caminho enquanto navega. A presença da nova tecnologia fora do sistema educacional não justifica a introdução prematura do produto na escola, antes do desenvolvimento de conceitos e estratégias didáticas adequadas, sendo necessária a competência do professor para estabelecer as possibilidades e restrições do novo meio, especialmente do uso de determinado software.
Pode-se se citar dois critérios básicos para a seleção do software:
a) deve possuir uma concepção sócio-psico-pedagógica clara e bem fundamentada;
b) que seja tecnicamente bem elaborado.
Afirma Valente (1999) que o enfoque da informática educativa não é o computador como objeto de estudo, mas como meio para adquirir conhecimentos. O ensino pelo computador implica que o aluno, através da máquina, possa adquirir conceitos sobre praticamente qualquer domínio.
Atender os objetivos educacionais previamente estabelecidos e, visando à sua efetividade pedagógica, é necessário que seu desenvolvimento conte com especialistas tanto das áreas de Educação quanto de Informática. Também como qualquer software, "os educacionais" possuem pontos fortes e limitações. É importante reconhecer quando um software é adequado para os objetivos curriculares pretendidos, podendo integrar-se, dessa forma ao contexto educacional.
Afirma TAJRA(2001) que o professor precisa conhecer os recursos disponíveis dos programas escolhidos para suas atividades de ensino, somente assim ele estará apto a realizar uma aula dinâmica, criativa e segura. Ir para um ambiente de informática sem ter o programa a ser utilizado é o mesmo que ir dar uma aula sem planejamento e sem idéia do que fazer.
Texeira e Brandão (2003) afirmam que a utilização do Computador na Educação só faz sentido na medida em que os professores o concebem como uma ferramenta de auxilio as suas atividades didático-pedagógicos, como instrumento de planejamento e realização de projetos interdisciplinares, como elemento que motiva e ao mesmo tempo desafia o surgimento de novas práticas pedagógicas, tornando o processo ensino-aprendizagem uma atividade inovadora, dinâmica, participativa e interativa.
Entretanto, quando nos referimos ao uso do Computador na Educação, a idéia que se transparece é que com a entrada dos computadores na educação, provoca insegurança em alguns professores menos informados que receiam e refutam o uso do computador na sala de aula, pois pensam que serão substituídos pela máquina.
Classificação e Características
O computador quanto ao seu uso pelo aluno pode ser classificado em duas modalidades: máquina de ensinar e ferramenta. Na primeira o aluno aprende o que o computador tem a lhe transmitir através de programas tutoriais, de programas de exercícios e prática, jogos educacionais, simulações e realidade virtual que é uma extensão da simulação sendo tridimensional e na segunda, o aluno constrói, instrui, modifica, inova, cria utilizando a máquina, nesta modalidade o educando utiliza aplicativo, resolução de problemas para elaboração de projetos usando uma Linguagem como por exemplo o LOGO, programas de controle de processo, programas de comunicação, etc.
Márcia Gomes Dos Santos

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